quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Depressão Pós Parto ou Baby Blues









E ai mães preparadas para o feriadão?
Delicia poder ficar um tempinho a mais com os pimpolhos né?
Andei um tiquinho sumida por esses dias mais agora vou voltar a fazer posts diários e pra hoje resolvi falar um pouquinho sobre meu pós parto e o quanto me custou a minha falta de planejamento.

Quando estava gravida da minha primeira filha , nunca parei pra pensar , nem organizar como seria meu pós parto.
Sempre fui do tipo de pessoa que "se vira" ou "dá um jeito".
E com meu pós parto pensava da mesma forma , "se não tiver ninguém pra me ajudar , eu me viro , dou meu jeito".
Mais quando minha bebê nasceu , foi que vi que as coisas não seriam tão simples assim.
Como contei no post sobre amamentação , já na maternidade tive dificuldades para amamentar , isso por si só , já me deixou bastante fragilizada emocionalmente.
Quando fomos para casa , era uma chuva de opiniões e pitacos vindos de todos os lados, para ajudar , tinha dispensado a ajuda da minha mãe pois outra pessoa iria me ajudar nos primeiros dias em casa , só que a pessoa deu para traz .
Quando me dei conta , estava eu , sozinha , com uma bebê de três dias , casa , comida , roupa , tudo sobre minha responsabilidade , e ainda com os hormônios enlouquecidos.
Me sentia insegura, assustada , ou melhor apavorada , com medo de fazer tudo errado e com medo de não dar conta do recado, juntando tudo isso , o resultado era CHORO , ou melhor , CHORODESESPERO.
Eu passava os dias sozinha com minha bebê  , chorando e pedindo a Deus que mantivesse minha sanidade pra que eu conseguisse dar o melhor de mim pra minha filha.
Sentia que estava sozinha , desamparada , como se não pudesse contar com mais ninguém no mundo.
Quando alguém me oferecia ajuda , eu simplesmente não conseguia aceitar , pode parecer loucura , mais eu sentia , que aceitando estaria assinando um atestado que me reprovava como mãe.
Esse período durou alguns dias , tempo necessário pra que minha mãe notasse que tinha algo de errado comigo.
Foi então que mesmo contra minha vontade ela voltou a ficar mais próxima e principalmente começou a me alertar de que eu estava andando por um caminho perigoso.
Junto a isso cheguei as mãos de um pediatra maravilhoso , que mais que me orientar sobre os cuidados com minha bebê , me mostrou que ser mãe não é saber ou acertar tudo , mais sim dar o nosso melhor dentro dos limites do nosso corpo e mente.
E o mais incrível , é que quando passei a me cobrar menos , passei a acertar mais.
Se o que tive chegou a ser uma depressão pós parto ou foi apenas um baby blues mais intenso não sei , mais não desejo que nenhuma mãe se sinta como me senti.
Se pudesse deixar alguns conselhos diria:
Aceitem a ajuda de todos que tiverem dispostos a ajudar.
Cobrem-se  menos , como diz o ditado , quando nasce um bebê nasce também uma mãe , uma mãe cheia de medos , incertezas e desafios.
E por último , sigam seus corações , no fundo , toda mãe sabe o que é melhor para o seu bebê.
Depois de passar por tudo isso no meu primeiro pós parto posso dizer com toda certeza que todo esse choque de realidade maternal serviu para me amadurecer como mãe e me super preparar pro pós parto da minha segunda filha , que foi delicioso por sinal.
Já no segundo dia ainda na maternidade já dormimos sozinhas e também não tive ninguém pra me ajudar em casa.
Mais passei por ele sem medos , sem choro e sem traumas .
E o pós parto de vocês como foi?




O que é o Baby Blues?
Baby Blues se caracteriza por uma alteração transitória no humor da mãe que atinge de 50% a 80% das mulheres e se apresenta logo após o nascimento do bebê (entre o 3° e 5° dias após o parto) desaparecendo em poucos dias e de forma espontânea. Os sintomas mais freqüentes são tristeza, irritabilidade, ansiedade e choro, e esses sentimentos acontecem devido as rápidas alterações nos níveis hormonais, o stress do parto e a consciência da responsabilidade aumentada, pois esse é um novo papel a ser desempenhado carregado de incertezas e inseguranças.
Esses sentimentos são perfeitamente compreensíveis uma vez que o bebê está ali, depende 100% desta mãe, ele chora, sente fome, dorme em horários diferentes e ela por sua vez quer satisfazer suas necessidades.
No entanto, é importante que a mãe fique atenta, pois este período (Baby Blues) não se prolonga por muito tempo, e se os sintomas persistirem o ideal é que a mãe busque ajuda médica, pois há também a Depressão Pós Parto que tem os sintomas muito parecidos com os de uma Depressão comum e deve ser tratada, e a recuperação não é de forma espontânea como é no Baby Blues.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O primeiro nascimento a gente nunca esquece

Quem é mãe sabe , que o nascimento de um filho, seja ele o primeiro , o segundo ou o quinto  é sempre algo muito especial ,eu diria até divino.
Eu costumo dizer,que se eu tinha alguma duvida com relação a existência de Deus , ela simplesmente deixou de existir quando peguei minha filha nos braços pela primeira vez, por que o nascimento de uma criança é algo tão divino , que só Deus é capaz de tamanha perfeição.
Como disse acima , é claro que o nascimento de todos os filhos é algo muito especial, mais pelo menos pra mim , nenhum outro se compara ao primeiro.
Não sei se é a ansiedade , a incerteza de não saber o que vem pela frente  , no meu caso a falta de maturidade , já que fui mãe aos 21 anos, mais o nascimento da minha primeira filha foi pra mim , muito emocionante e posso dizer que mesmo com todo amor e  expectativa que  surgiu na minha segunda gestação o nascimento da minha segunda filha não foi igual.
Lembro ainda como se fosse hoje quando peguei a Rafa nos braços pela primeira vez, um amor e um medo tão grande me invadiram que chegou a sufocar, pra terem uma ideia fiquei os quatro primeiros dias de vida dela sem conseguir dormir, de tão grande que era minha ansiedade.
Não que todos esses sentimentos não estejam presentes também no nascimento dos próximos filhos , é claro que eles estarão lá também , mais em uma intensidade bem menor.
A expectativa de não saber o que vem pela frente já não existe mais.
Os medos são reduzidos a receios , as incertezas transformadas em certezas e as duvidas em escolhas.
Portanto , aproveite cada segundo desse momento mágico, por que outros filhos podem vir, mais esse tsunami de emoções não vai se repetir.
E com vocês , como foi o nascimento do primogênito?





 
                                                    Rafaela em seu primeiro dia de vida


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A Festa da Peppa Pig

O aniversario da Rafa é só em fevereiro , mais como aqui em casa a ordem é economia , quem prepara tudo nas festinhas e a mamy aqui.
Desta vez , pra facilitar minha vida , rs ela escolheu como tema a  queridinha do momento, a senhora Peppa Pig.
Como sou eu quem vai fazer tudo já comecei a garimpar inspirações pra festa sair do jeitinho que a princesa  merece e como achei muita coisa fofa resolvi compartilhar aqui com vocês!


Os bonecos para mesa:


 
 
 
 
As lembrancinhas:


 
 

E o bolo que vai ter que ser este:

 
 
Por enquanto estes foram os itens que já defini da festa conforme eu for fazendo e achando mais idéias vou compartilhando aqui com vocês.
E então ? Gostaram?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Carrinho para Duas!

Logo que engravidei ,uma das minhas primeiras preocupações foi:
Como eu iria sair de casa com dois bebes?
Por que sim , a Rafa ainda era um bebe tinha acabado de completar dois aninhos , então era um bebezão!
Eu não dirijo , ainda, o que torna  as saídas ainda mais complicadas.
Sendo assim eu teria que arrumar uma forma de me organizar para sair  carregando duas crianças , já que a Rafa ainda não andava grandes distancias.
Pesquisei  e encontrei algumas alternativas:

Plataformas : Existem dois tipos, uma onde a criança vai em pé entre a mãe e o carrinho , e outra que tem um assento , parecido com de bicicleta , para a criança maior ir sentada , também entre a mãe e o carrinho , achei até uma boa alternativa , mais achei o preço salgado , em torno de 400,00 reais , por isso nem comprei!



Carrinho duplo para idades diferentes : Além do preço também não ser muito atraente , se não tiver uma camionete com carroceria muito provavelmente não conseguira transporta-lo , não cabe em porta malas nenhum!


Bebê no canguru e criança no carrinho : Pra ser sincera nunca usei canguru , já tentei o sling mais não me adaptei  , a impressão que tenho é que fica desconfortável para o bebê.
E para ir a lugares distantes acho que deve ser cansativo para nós mães também!


Carrinho duplo : Este até cheguei a comprar um modelo da Maclaren , que suporta até 24 kilos em cada acento , mais aqui em casa não funcionou por muito tempo , o assento que minha filha mais velha sentava , começou a ficar pequeno pra ela , aperto nas laterais , e ela ficava muito desconfortável !



Carrinho duplo com conectores : Recentemente conheci através do facebook a empresa BemBaby que trabalha com produtos infantis e tem uma linha de carrinhos linda por sinal e com preço super justo ,e eles lançaram um carrinho duplo , mais que pode ser separado já que são unidos por três conectores de plástico super resistente, e esse modelo me parece ser mais confortável para a criança maior , já que os assentos são do tamanho que um carrinho normal e não de gêmeos .
Se eu tiver a oportunidade de testa-lo depois venho aqui contar pra vocês se no dia a dia da certo.
 Hoje em dia  ainda estou  procurando o carrinho perfeito e se achar esse carrinho pra um bebê já não é fácil imagina pra dois.


Atualmente aqui em casa estamos com três carrinhos, isso mesmo , três,  a louca dos carrinhos , mais tenho que confessar que na hora de sair é quase como não ter nenhum, por que nenhum deles acomoda as duas babys com conforto , e eu , pobre mãe não tenho como empurrar dois carrinhos ao mesmo tempo.
E vocês ? Mães de duas ou dois , como faziam com seus babys , preciso de dicas e sugestões!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fotografia Newborn por Paloma Schell

Mães vendo essa onda  de fotógrafos infantis e newborns  aqui em Florianópolis uma pergunta não me sai da cabeça:
Será que todos esses "profissionais" são realmente preparados pra fazer esse tipo de trabalho?
Afinal de contas vamos entregar em suas mãos nossos bens  mais valiosos , nossos babys.
Pensando nisso convidei a fotografa Paloma Schell pra fazer um post especial aqui pro blog , falando um pouco sobre esse estilo de fotografia , os cuidados que devem ser tomados e principalmente , ao que nós pais temos que ficar atentos na hora de contratar um profissional pra fazer este tipo de trabalho.
A Paloma é super conhecida  e muito recomendada nessa área  aqui em Florianópolis , ela também ministra cursos sobre esse tipo de ensaio não só aqui , mais em outras cidades do país.
O trabalho dela é lindíssimo, de uma perfeição e delicadeza sem igual na minha opinião , todas as imagens usadas no texto são dela , por ai vocês podem ter uma idéia do trabalho primoroso que ela faz.




Olá! Primeiramente quero agradecer o convite da Paula em participar desta publicação. Pra quem não me conhece, sou Paloma Schell, fotógrafa especializada em recém-nascidos, meu estúdio localiza-se em Florianópolis, estou prestes a chegar a marca de 100 newborns e além disso, ministro workshops pelo Brasil sobre este estilo de fotografia.

Fui convidada para informar aos pais a importância de pesquisar sobre o profissional, quais pré-requisitos são necessários para garantir a segurança do bebê e porque muitas vezes "o barato sai caro!".

SOBRE A FOTOGRAFIA NEWBORN:

"Em 1992 a fotógrafa australiana Anne Geddes ficou conhecida no mundo todo após a publicar, na Nova Zelândia, um calendário com imagens de bebês em situações inusitadas. As fotos fizeram muito sucesso e inspiraram as irmãs (também australianas) Kelley Ryden e Tracy Raver, que desenvolveram o estilo newborn atual.

Newborn Photography (Fotografia de recém-nascido) é febre nos Estados Unidos e Austrália, há mais de uma década. No Brasil chegou em meados de 2010 e hoje é o "xodó" entre papais famosos.

É importante ressaltar que existem técnicas de segurança para fotografá-los, que foram desenvolvidas baseadas em estudos sobre o comportamento e anatomia dos bebês, por isso é tão importante procurar profissionais especializados na área.

A sessão de fotos deve ser realizada nos primeiros dez dias de vida, com o bebê dormindo, em poses montadas com referências na sua vida dentro do útero da mãe. A intenção é eternizar todos os detalhes e expressões, do jeitinho que era no dia de seu nascimento, de forma doce e delicada."

Para o bebê, não há nenhum tipo de sofrimento, pelo contrário, a sessão pode ser muito relaxante e prazerosa, desde que realizada por pessoas preparadas.

É um "produto" novo, que costuma empolgar os pais pela beleza, porém muitos acabam pesquisando o estilo de fotos sem obter informações sobre o profissional, as técnicas que ele utiliza na montagem das poses e os cursos de especialização que o mesmo possui.  A maioria acaba optando pelo menor orçamento, julgando apenas pelo portfólio do fotógrafo.

Questiono:

 "-Você mamãe, que carregou seu filho 9 meses no ventre, preparou o enxoval com tanto carinho, se preocupou com a alimentação durante a gestação, cuidou de cada detalhe do quartinho, esperando pelo dia de seu nascimento, teria coragem de entregá-lo nas mãos de uma pessoa despreparada?". Se a sua resposta é "não" fique atenta em alguns itens:

Um fotógrafo de recém-nascidos deve seguir alguns rituais básicos, como:

·         Ambientação do estúdio (ou local da sessão de fotos): deve estar à uma temperatura de 28ºC;

·         Acessórios: devem ser higienizados a cada sessão e não podem oferecer riscos de alergia (lavados à mão com sabão de coco);

·         Álcool gel: item indispensável que deve ser aplicado a cada toque no bebê.

Além disso, deve conhecer as técnicas de segurança na montagem das poses:

·         Mão no queixo: o bebê NÃO PODE ficar com o peso da cabeça sobre os punhos, NUNCA! O fotógrafo e o assistente precisam dominar a técnica para a captação de duas imagens (uma segurando a cabeça e outra segurando o punho) e posteriormente, em programas de edição, fazer a fusão das fotos. Nestes dois links vocês podem conferir exemplos disso:

ü  CERTO: https://www.youtube.com/watch?v=V5Blj-MU7NQ

Í  ERRADO: https://www.facebook.com/photo.php?v=569475253107344


·         Redes: bebês não ficam soltos em redes ou casulos sem nenhuma proteção, mais uma vez os programas de edição são os responsáveis por retirar a mão do assistente.


·         Fotógrafo e assistente vão precisar tocar no bebê SIM, e este é mais um motivo para            pesquisar sobre a sua formação.

·         Não aceite indicação de remedinhos pro bebê dormir durante a sessão, se o fotógrafo tocar neste assunto: FUJA!

Quando solicitar um orçamento pergunte sobre estes itens com o fotógrafo, eles são fundamentais para garantir um ensaio perfeito e seguro para seu bebê. Conversem antes do bebê nascer, pois as fotos precisam acontecer logo nos primeiros dias de vida. Com responsabilidade e consciência, pode ser uma experiência incrível para todos.

Depois é só curtir o resultado das fotos na parede da sua casa ou em um lindo álbum, que com certeza serão o orgulho da família.

Já imaginou seu filho daqui 20 anos se vendo nestas fotos? É uma linda recordação.

Um beijo,

Paloma Schell.
 
Lindo trabalho né gente e espero que tenham gostado das dicas.
E as fotos , são maravilhosas né?! Não resisti e vou colocar mais algumas pra vocês conhecerem um pouquinho mais sobre esse trabalho tão lindo que a Paloma faz!
 
E pra quem quiser conhecer melhor o trabalho dela segue abaixo o link do site e da fãn page!
 
 
 
 
 
 
 
 
 




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Aprovado/Reprovado

Meninas eu sou super fã da marca fisher price , simplesmente amo os produtos da marca.
Acho que os brinquedos deles são os mais bacanas para os primeiros anos de vida dos bebês.
Por isso quando vi há alguns meses atraz a linha de mamadeiras e copos de treinamento da marca resolvi comprar.
Comprei este modelo abaixo de mamadeira pra Rafaela.







A Rafa já tem quase três anos mais ainda não tirei o mamazinho dela, ela mama uma mamadeira quando acorda e outra antes de dormir.
Quanto ao tamanho achei ótimo, quando as pessoas veem acham geralmente muito grande mais na verdade ela tem marcação até 240 ml  que é o que geralmente uma criança da idade dela mama.
Mais infelizmente gostei apenas do tamanho , ela apresenta alguns pontos que não gostei, e talvez  ter uma expectativa muito grande com relação a marca, contribuiu para que eu não aprovasse o produto.
Quando a vedação , ela não trava apenas com a tampa como a grande maioria das mamadeiras que já utilizei , tem que usar uma rosquinha entre a  mamadeira e o bico.
Al alças não ficam fixas , e quando a Rafa mamava ficavam girando o que acabava na maior sugeira , por que  ao invés dela mamar ficava brincando com a alça , se distraia e  deixava o mama cair nela toda.
E o pior de tudo , na minha opinião , ela já vazou algumas vezes , abria , fechava , encaixava , e mesmo assim ainda vazava , não sempre , mais aconteceu algumas vezes aqui em casa.
Portanto , embora eu adore os produtos da marca , a mamadeira eu não aprovo.



A princess no test drive!
 
 
 
 
    Por hoje é isso gente , beijocas!                                                

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Amamentação : Eu Não consegui outra vez!



                                                  








Hoje vou dar sequencia ao post sobre amamentação, como contei pra vocês no primeiro post , infelizmente não consegui amamentar minha primeira filha, e as feridas físicas da amamentação logo cicatrizaram , mais as psicológicas não sararam tão rápido assim.
A Rafa sempre foi uma criança muito saudável , ficou doentinha apenas uma vez , e nada muito grave.
Isso contribuiu para que meu coração e meus medos por não tê-la amamentado fossem aos poucos indo embora.
Mais quando decidimos engravidar novamente , todos os meus medos e traumas com relação a amamentação voltaram.
Lembro ainda da primeira conversa entre eu me meu marido logo após pegarmos o exame positivo da minha segunda gestação, estávamos sentados no sofá da sala e eu me perguntou:
-Você não tem medo de passar de novo por todas aquelas dores do parto?
E a única  coisa que consegui responder foi:
-Só tenho medo de amamentar , ou melhor , de não conseguir amamentar outra vez!
E a nossa conversa terminou por ali, acho que naquele momento ele sentiu que a ferida ainda estava aberta , e que continuar aquela conversa naquele momento só me traria ainda mais sofrimento.
Os dias  e meses foram passando , e então conseguimos falar mais a respeito do assunto, meu marido sempre foi maravilhoso comigo neste sentido, sempre me tranquilizava , dizendo que mesmo que eu não conseguisse amamentar outra vez , tudo ficaria bem , assim como foi com a Rafa.
Mais eu sempre tive muita certeza do que queria, e queria amamentar, ou ao menos tentar o máximo que pudesse , porque sabia que isso era o melhor pra minha filha.
No decorrer da minha gestação fui me preparando física e psicologicamente para tentar amamentar outra vez, lia tudo a respeito e testei todos essas parafernálias que prometem tornar a amamentação mais fácil.
No ultimo mês , me muni de pomadas , conchas , absorventes e tudo mais que vocês possam imaginar.
A Antônia nasceu GRANDE , gordinha e muito forte , mais não mamou tão rápido quanto a Rafa.
Ainda na sala de parto colocaram ela no meu peito pra mamar  , mais ela não acertava a pega de jeito nenhum.
Fomos pra o quarto e para o meu alivio consegui amamenta-la , mais assim como a Rafa , ela ficava por  muito tempo no peito sugando e quando a colocávamos no berço , ela logo chorava pedindo o peito novamente.
Já na primeira noite na maternidade uma das enfermeiras que veio para me ajudar a fazer a pega correta  , constatou que realmente estava descendo pouco leite, e introduziu assim como pra Rafa o complemento.
As dores dessa vez , eram menos intensas, talvez tenham sido as pomadas , talvez meu desejo de amamentar fosse maior que ela.
Ganhamos alta , e em casa minha saga recomeçou, passávamos as noites sentadas no sofá da sala , eu e ela , minha pequena Antônia.
Nesse ano o inverno aqui no sul foi muito rigoroso , tiveram manhas que acordamos com os topos dos morros atrás de casa cobertos por gelo, e meu medo era que ela acabasse ficando doente.
Além disso percebia que ela começava a perder peso, suas dobrinhas , começavam a diminuir, e meu leite nada de aparecer.
No oitavo dia fui vencida novamente , desta vez , não pela dor, nem pelo sono , nem pelo cansaço , mais pela saúde da minha filha.
Tive medo de estar deixando ela com fome e assim comprometer sua saúde, assim como com a Rafa , assim que tomou sua primeira mamadeira , se transformou em outro bebê.
Calma , tranquila , dormia profundamente como nunca tinha visto desde o seu nascimento.

Nas duas vezes que decidi não amamentar mais , meus seios não ficaram doloridos , nem empedraram , isso me leva a acreditar que realmente não tinha leite, ou tinha muito pouco.
Antônia já vai completar 6 meses de vida, e passou por esse inverno sem pegar nem mesmo um resfriado.
Sei que nas minhas duas tentativas em amamentar , dei meu máximo , e se errei foi tentando acertar.
Hoje tenho certeza de que superei essa questão , que um dia já me trouxe muita angustia e sofrimento, não foi fácil , mais ver minhas duas princesas crescendo fortes e saudáveis me ajudou muito.
Espero que meu depoimento possam acalmar o coração de outras mães que assim como eu já passaram ou estão passando por esse momento , e desejo que tenham força pra enfrentar esse desafio.
E que mesmo que as coisas não saiam como o planejado tenha em mente que você fez o seu melhor.
Por que o que  toda mãe quer , é nada além do melhor pro seu filho.
 E obrigada por acompanharem minha história!