sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Amamentação : Eu Não consegui outra vez!



                                                  








Hoje vou dar sequencia ao post sobre amamentação, como contei pra vocês no primeiro post , infelizmente não consegui amamentar minha primeira filha, e as feridas físicas da amamentação logo cicatrizaram , mais as psicológicas não sararam tão rápido assim.
A Rafa sempre foi uma criança muito saudável , ficou doentinha apenas uma vez , e nada muito grave.
Isso contribuiu para que meu coração e meus medos por não tê-la amamentado fossem aos poucos indo embora.
Mais quando decidimos engravidar novamente , todos os meus medos e traumas com relação a amamentação voltaram.
Lembro ainda da primeira conversa entre eu me meu marido logo após pegarmos o exame positivo da minha segunda gestação, estávamos sentados no sofá da sala e eu me perguntou:
-Você não tem medo de passar de novo por todas aquelas dores do parto?
E a única  coisa que consegui responder foi:
-Só tenho medo de amamentar , ou melhor , de não conseguir amamentar outra vez!
E a nossa conversa terminou por ali, acho que naquele momento ele sentiu que a ferida ainda estava aberta , e que continuar aquela conversa naquele momento só me traria ainda mais sofrimento.
Os dias  e meses foram passando , e então conseguimos falar mais a respeito do assunto, meu marido sempre foi maravilhoso comigo neste sentido, sempre me tranquilizava , dizendo que mesmo que eu não conseguisse amamentar outra vez , tudo ficaria bem , assim como foi com a Rafa.
Mais eu sempre tive muita certeza do que queria, e queria amamentar, ou ao menos tentar o máximo que pudesse , porque sabia que isso era o melhor pra minha filha.
No decorrer da minha gestação fui me preparando física e psicologicamente para tentar amamentar outra vez, lia tudo a respeito e testei todos essas parafernálias que prometem tornar a amamentação mais fácil.
No ultimo mês , me muni de pomadas , conchas , absorventes e tudo mais que vocês possam imaginar.
A Antônia nasceu GRANDE , gordinha e muito forte , mais não mamou tão rápido quanto a Rafa.
Ainda na sala de parto colocaram ela no meu peito pra mamar  , mais ela não acertava a pega de jeito nenhum.
Fomos pra o quarto e para o meu alivio consegui amamenta-la , mais assim como a Rafa , ela ficava por  muito tempo no peito sugando e quando a colocávamos no berço , ela logo chorava pedindo o peito novamente.
Já na primeira noite na maternidade uma das enfermeiras que veio para me ajudar a fazer a pega correta  , constatou que realmente estava descendo pouco leite, e introduziu assim como pra Rafa o complemento.
As dores dessa vez , eram menos intensas, talvez tenham sido as pomadas , talvez meu desejo de amamentar fosse maior que ela.
Ganhamos alta , e em casa minha saga recomeçou, passávamos as noites sentadas no sofá da sala , eu e ela , minha pequena Antônia.
Nesse ano o inverno aqui no sul foi muito rigoroso , tiveram manhas que acordamos com os topos dos morros atrás de casa cobertos por gelo, e meu medo era que ela acabasse ficando doente.
Além disso percebia que ela começava a perder peso, suas dobrinhas , começavam a diminuir, e meu leite nada de aparecer.
No oitavo dia fui vencida novamente , desta vez , não pela dor, nem pelo sono , nem pelo cansaço , mais pela saúde da minha filha.
Tive medo de estar deixando ela com fome e assim comprometer sua saúde, assim como com a Rafa , assim que tomou sua primeira mamadeira , se transformou em outro bebê.
Calma , tranquila , dormia profundamente como nunca tinha visto desde o seu nascimento.

Nas duas vezes que decidi não amamentar mais , meus seios não ficaram doloridos , nem empedraram , isso me leva a acreditar que realmente não tinha leite, ou tinha muito pouco.
Antônia já vai completar 6 meses de vida, e passou por esse inverno sem pegar nem mesmo um resfriado.
Sei que nas minhas duas tentativas em amamentar , dei meu máximo , e se errei foi tentando acertar.
Hoje tenho certeza de que superei essa questão , que um dia já me trouxe muita angustia e sofrimento, não foi fácil , mais ver minhas duas princesas crescendo fortes e saudáveis me ajudou muito.
Espero que meu depoimento possam acalmar o coração de outras mães que assim como eu já passaram ou estão passando por esse momento , e desejo que tenham força pra enfrentar esse desafio.
E que mesmo que as coisas não saiam como o planejado tenha em mente que você fez o seu melhor.
Por que o que  toda mãe quer , é nada além do melhor pro seu filho.
 E obrigada por acompanharem minha história!

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